28 de ago. de 2012

Fabi e Natália já estão integradas à equipe Unilever


Natália tem fome de bola (Daniel Ramalho/adorofoto)
Dezesseis dias após a conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres/12, a líbero Fabi e a ponteira Natália já estão de volta ao batente. A dupla se juntou à equipe Unilever nesta terça-feira (28/8), pela manhã, na Escola de Educação Física do Exército, na Urca, zona sul do Rio de Janeiro. Orientadas pelo preparador físico Marco Antônio Jardim, fizeram musculação e esbanjaram simpatia, uma das características marcantes da personalidade de ambas as atletas.
 "Tivemos duas semanas para descansar, rever a família e os amigos. Agora é focar no trabalho. Na seleção, pude ajudar pouco as minhas companheiras dentro de quadra em Londres. Por isso, a vontade de jogar aumenta a cada dia. Estou com fome de bola", avisa Natália, de 23 anos, que está satisfeita com a oportunidade de treinar com jogadoras estrangeiras.
 "O grupo da Unilever está diferente em relação à última temporada. É um novo desafio. Já houve o anúncio da canadense Sarah Pavan e estamos aguardando novas confirmações", diz Nat, como é carinhosamente chamada, sem esconder a ansiedade de finalmente poder trabalhar com o técnico Bernardinho. Na temporada 2011/12, após ser contratada pela equipe carioca, Natália precisou ser operada pela segunda vez na canela esquerda para a retirada de um tumor benigno e não pode jogar.
 "Meu sonho sempre foi treinar com o Bernardo. Agora, já recuperada, vou poder concretizá-lo", comemora.



A líbero Fabi, por sua vez, comentou que a medalha de ouro olímpica de Londres vai valorizar ainda mais a Superliga, competição da qual a Unilever é heptacampeã.
 "A vida continua. O trabalho segue e precisamos estar prontas para essa nova batalha. A Superliga tem grandes times. O de Campinas é uma novidade. A Unilever tradicionalmente trabalha para estar entre os primeiros colocados e teremos importantes reforços nesta temporada para tentar buscar o oitavo título", diz a experiente jogadora de 32 anos, bicampeã olímpica.
 O preparador físico Marco Antônio Jardim explicou que, nas próximas semanas, Fabi e Natália passarão por um programa de recondicionamento, com ênfase nos treinos físicos. "Elas chegaram ao ápice nos Jogos de Londres, tiveram um período de folga e agora vão voltar gradativamente. É importante não pular etapas, já que temos pelo menos dois meses para o início da Superliga. Já vão treinar com bola, porém cumprindo a metade do volume das demais jogadoras".

Fofão em ação com Natália

Caçula da seleção brasileira em Londres, a ponteira Natália terá a oportunidade de jogar na Unilever com a levantadora Fofão, de 42 anos, campeã olímpica em Pequim/08 e dona de outras duas medalhas de bronze nos Jogos. Para Fofão, o entrosamento virá naturalmente.
"A Natália é uma das melhores do mundo. É habilidosa, tem facilidade no salto. Já estivemos juntas bem rapidinho na seleção, mas nunca treinamos em clubes. Tenho certeza que será uma boa temporada. A expectativa é de que todas cheguem logo para a gente ver a cara do time".
 Assim como as demais jogadoras, Fofão também aguarda a chegada do técnico Bernardinho, que está de férias e deverá se juntar ao time no dia 17 de setembro. "Ele já esteve aqui na Urca e avisou que vai voltar com energia máxima", diverte-se.
 Para a temporada 2012/13, a Unilever já anunciou 13 jogadoras, entre renovações e contratações. As novatas do time são a levantadora Fofão, as opostas Sarah Pavan e Bruna e a ponteira Gabi. Também integram o grupo a levantadora Roberta; as ponteiras Natália, Régis, Amanda; as meios-de-rede Valeskinha, Juciely e Mara; e as líberos Fabi e Juju Perdigão.
 A Unilever tem a equipe heptacampeã da Superliga Feminina de Vôlei, a mais vencedora da história da competição. Na edição 2011/12, o time carioca conquistou o vice-campeonato. A equipe também soma em seu currículo nove títulos estaduais, os últimos oito deles consecutivos.



Natália: 'Estou com fome de bola'

Natália nunca escondeu a vontade de trabalhar com Bernardinho. Na temporada passada, por causa de um tumor na canela, pouco pôde usufruir das orientações do treinador. Agora recuperada, além de animada com a conquista da medalha de ouro nos Jogos de Londres, ela vai poder concretizar o desejo.
Junto com Fabi, Natália se apresentou à Unilever nesta terça-feira (28), após curtir um período de descanso ao lado dos amigos e da família. “Agora é focar no trabalho. Na seleção, pude ajudar pouco as minhas companheiras dentro de quadra em Londres. Por isso, a vontade de jogar aumenta a cada dia. Estou com fome de bola", afirmou Natália.


Embora esteja pra lá de disposta a jogar, Natália vai voltar às atividades de forma gradativa, já que teve uma preparação diferente das demais em razão da participação nas Olimpíadas. E quem aguarda com ansiedade pela ponteira é a levantadora Fofão, uma das novidades para a temporada.
 "A Natália é uma das melhores do mundo. É habilidosa, tem facilidade no salto. Já estivemos juntas bem rapidinho na seleção, mas nunca treinamos em clubes. Tenho certeza que será uma boa temporada. A expectativa é de que todas cheguem logo para a gente ver a cara do time", disse a camisa 7.

Fonte: Saque Viagem

24 de ago. de 2012

Fabi e Natália se reapresentam semana que vem para Unilever.

A líbero Fabi, bicampeã olímpica (Pequim/08 e Londres/12), e a ponteira Natália, campeã olímpica (Londres/12), se reapresentam nesta terça-feira (28/8), às 9h30, na Escola de Educação Física do Exército (Esefex), na Urca, para o início dos treinamentos visando à temporada 2012/13.



Fonte: Mundo do Vôlei

18 de ago. de 2012

Natália desfila em caminhão do Corpo de Bombeiros em Joaçaba


A ponteira Natália foi recebida com festa em Joaçaba - SC, nascida em Loanda -PR a atleta que se sagrou campeã Olímpica se mudou para a cidade catarinense com apenas  15 dias de vida.
Em evento corrido a última quinta feira a ponteira da seleção brasileira desfilou em um caminhão do Corpo de Bombeiros em pelas ruas centrais da cidade junto com as atletas da Associação Joaçabense de Voleibol (AJOV) entre elas sua irmã Amália e sua prima Amanda duas  jovens promessas do vôlei.



Após se destacar pela equipe de Osasco onde se sagrou campeã e realizar grandes partidas pela selecão brasileira, Natália se transferiu para a Unilever do Rio de Janeiro, sua convocação para os jogos Olímpicos só foi confirmada poucos dias antes da estréia da seleção  brasileira em Londres devido a duas cirurgias realizada na tíbia esquerda para tratar um tumor benigno.



Fonte: WCB News

17 de ago. de 2012

Natália se emociona com chance e ouro em Londres: "Minha carreira correu riscos"

A ponteira Natália era uma das mais empolgadas na comemoração do bicampeonato olímpico da seleção brasileira de vôlei. Cantou, acenou para o público durante a carreata, ensaiou um "tchu tcha tcha" em cima do carro dos Bombeiros e festejou muito. Também pudera: ela era dúvida para os Jogos até a véspera da competição, já que não estava completamente em forma após a recuperação de duas graves cirurgias na canela. Em entrevista coletiva, ela se emocionou, e revelou que temeu o fim de sua carreira. 
"Quando a gente foi campeão, eu agradeci o Zé. Não era só a Olimpíada que estava em jogo, mas também a minha carreira. Foram duas cirurgias, a primeira em junho do ano passado. Mais de um ano afastada, não é fácil. A chance de estar em Londres já era uma vitória pessoal para mim", declarou a jogadora, com os olhos cheios de lágrima, durante coletiva na chegada ao Brasil, nesta segunda.
Aos 23 anos, a jogadora teve, de fato, que se superar para ir à capital inglesa. No começo de junho de 2011, um exame constatou que as dores que a atleta tinha na canela esquerda havia cinco meses, e que haviam piorado no fim da Superliga, eram devido a um pequeno tumor. No dia 2 ela realizou uma cirurgia para a retirada do tumor.




Depois de aproximadamente dois meses e meio, voltou a saltar e a treinar com bola. Neste período, manteve a forma física e realizou exercícios com os membros superiores do corpo. O problema é que conforme a intensidade dos treinamentos aumentava, as dores voltavam. Veio, então, mais uma etapa do drama. O tumor havia voltado. Em 20 de dezembro ela realizou a segunda cirurgia, e teve previsão de volta estimada para três meses.
A recuperação não foi simples. Natália, que era para estar em quadra em fevereiro, chegou em julho ainda sem atuar e completamente sem ritmo de jogo. Treinou com o grupo da seleção brasileira, fez saltos gradativos e foi dúvida até o último instante. Zé Roberto confiava e contava com a atleta para Londres, por sua agressividade no ataque e pela importância dela no grupo. O técnico levou Camila Brait de sobreaviso para os Jogos. Mas apostou naquela que considera uma das maiores revelações do vôlei feminino nos últimos anos.
"Apesar de não ter ajudado a equipe como eu poderia em quadra, a força que dei fora, a alegria que passei, foi importante. Não tenho palavras para descrever o que foi fazer parte disso tudo. Superação é algo que sempre tive, e em todo momento eu acreditei que daria para estar em Londres. Por isso, nós tínhamos de acreditou no ouro também o tempo todo", completou, antes de ser abraçada por Fernandinha.




Fonte: Mundo do vôlei